Doutorado em Canberra, na Austrália.

Olá amigos do @inglesparaviagem!

Cinco meses já se foram, parece que foi ontem que estava naquela correria de visa (visto), documentação, papéis, com aquele frio na barriga por fazer uma viagem tão longa, saindo do coração da Amazônia para desenvolver um projeto de pesquisa na University of Canberra.

Aquela frase “don’t forget, time flies” (não se esqueça, o tempo voa) nunca fez tanto sentido nesse momento da minha vida. E a cada dia que passa, o que faz mais sentido ainda pra mim é saber/reconhecer o quanto nosso Brasil é maravilhoso apesar de seus problemas.

Vim para uma cidade não muito “convencional” quando se fala em aprender Inglês na Austrália, destinos como Sydney, Gold Coast e Melbourne são as cidades que figuram como opções certas no mapa dos estudantes de intercâmbio. De fato, a Australia é um país encantador, até mesmo Canberra, reconhecidamente uma cidade “chata”, tem seu charme.

Durante esse tempo de “Austréia”, no bom sotaque Aussie, as palavras que eu poderia dizer que definem boa parte dos Brasileiros são determinação e força de vontade, pois não é fácil (vendo pela minha ótica/realidade). A Austrália e a vida aqui não são só glamour, praia e canguru como muitos imaginam hahahaa todo dia é uma superação diferente, seja no idioma e nos mil e um “accents” que você encontra aqui, ou no dia a dia, com você mesmo, ficar bem consigo mesmo, longe de “sua vida” hahaha.

Uma miríade de perrengues até aqui hahaha, mas como um bom brasileiro, sempre erguendo a cabeça e fazendo piada com a própria situação para não deixar a bola cair. Vim exclusivamente para desenvolver parte do meu projeto de Doutorado na University of Canberra, mas ainda assim tinha que apresentar o exame de proficiência no idioma, mais um elefante que tirei das costas ao conseguir 7 no IELTS (tenho muitas críticas ao exame). Muito do meu inglês aprendi por conta própria, vendo vídeos no youtube e etc, pois não tinha como pagar curso ou algo do tipo, mas ainda assim, consegui me virar bem. Digo, no meu caso, não se aprende um Idioma em sua totalidade em apenas 6 meses, se melhora muuuito eu poderia dizer, talvez eu seja muito crítico comigo mesmo hahaha coisas da profissão hahhaha , faz parte do processo aprender a ser “crítico”, inclusive consigo mesmo.

Dentre tantos erros e acertos, encarar uma nova realidade e sair de sua zona de conforto certamente é o “acerto” que se deve investir. Durante esse tempo conheci gente do mundo todo, diferentes culturas, diferentes motivações, diferentes “vidas”, aprendi até mesmo palavras em árabe hahaha quem diria, eu que há não muito tempo atrás não sabia nem mesmo o que era um verbo “to be” hahahaha. Cada dia que passa é um aprendizado diferente, a vida é um aprendizado contínuo, o ponteiro nunca para. Volto em breve para o meu país sabendo o quanto somos privilegiados, hoje vejo a vida de forma muito diferente do que costumava. Tanto tempo longe de “casa” acaba nos deixando mais emotivos e assim percebendo o que realmente importa na vida. Como dizia Aang (The Last Airbender), “quando atingimos nosso ponto mais baixo é quando estamos abertos a maiores mudanças e perspectivas”. E é verdade.

Conheci muita gente, lugares, culturas, “se chorei ou se sorri, o importante é que eu vivi”, deixei minha marca nas pessoas também, afinal, ganhei até o título de pessoa mais engraçada do laboratório hahaaha por fazer piada e memes com tudo e todos hahaha.

Perto de voltar para casa, estou como o One Republic, perguntando a mim mesmo: “Can’t I just turn back the clock and start again??” (Eu posso apenas voltar o relógio e começar de novo?)

No final de tudo, sempre temos a tendência de olhar para trás e analisar o caminho até aqui, fazer um balanço da vida… mas em algumas ocasiões, como dizia Zeeba.. “We waited long for this moment.. so just live, live in the moment..” (Nós esperamos tanto por esse momento, então viva, viva o momento!)

Just live in the moment..

Everything gonna be alright.

Pétrik Viana (@trikviana)
Doutorando na Universidade de Canberra, Austrália

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