Escandinávia: um cantinho da Europa muito pouco visitado. Vale a pena visitar?

Todos sabemos que os países nórdicos são conhecidos por suas baixíssimas temperaturas, e eu pude sentir isso na pele. Mas não é só isso. Eles têm muitos mais a oferecer aos seus visitantes do que apenas frio. Paisagens, natureza, prédios monumentais, organização, educação, e muita, mas muita qualidade de vida.

Você sabia, por exemplo, que foi na Dinamarca que surgiram os primeiros brinquedos LEGO?? Ou que uma das lojas de departamento mais famosa do mundo, a H&M, é sueca? Já a Finlândia é um prato cheio para os amantes de lagos. Ela tem nada mais nada menos que 188 mil lagos em sua extensão de apenas pouco mais de 338 km². Não à toa é conhecida como “a terra dos mil lagos”.

Devo dizer que sem dúvida fui surpreendida positivamente pela Escandinávia.  Logo que saí do Brasil, rumo a uma longa estadia nos países frios, imaginava encontrar ali uma população séria e educada, porém, como o local, também não tão calorosa. Após minha chegada, contudo, me deparei com uma população alegre, animada e feliz (em alguns países, como a Suécia, mais que em outros, como a Noruega). As paisagens não são apenas belas, mas maravilhosas. As cidades, encantadoras, organizadas, inspiradoras. Dos pequenos vilarejos e cidadelas escondidas até as capitais, cada lugarzinho oferece uma experiência única. Os deslocamentos entre as cidades e até entre os países também são fáceis e rápidos.

A melhor época do ano para se conhecer a Escandinávia é entre maio e setembro, quando a temperatura está mais agradável e o frio não tão intenso. Já no começo do outono, o frio chega com tudo, e antes mesmo do inverno chegar, já temos neve e temperaturas abaixo de zero. Isso pode fazer com que alguns passeios se tornem mais difíceis. Por outro lado, se você quer conhecer a neve, praticar esportes de inverno e tentar a sorte para assistir a aurora boreal, a partir de outubro é o momento.

Quanto à língua, já disse aqui no meu post anterior mas repito: Todos falam inglês, e com o básico da comunicação você não terá problemas, acredite. As línguas nativas são impronunciáveis e muito complicadas, então nem me arrisquei a sair do bom e velho inglês. Fui bem atendida, consegui pedir informações, realizar compras, compreender placas e orientações.

Como nem tudo são flores, até mesmo os países escandinavos têm que ter o seu porém. São muito caros. De verdade, muito! Se você vai passar apenas alguns dias como turista, ok. Agora, para viver, morar, estudar, são outros quinhentos. Comida por exemplo, é muito cara na Suécia. Para se ter noção, um quilo de peito de frango chegava a custar 180 coroas suecas, o que equivale a aproximadamente 78 reais! Transporte também não é tão barato, apesar de extremamente eficiente, pontual e prático. Em todas as capitais que visitei, é possível se locomover por todos os lugares (inclusive do aeroporto para o centro, rapidamente) através de trens, metrôs, ônibus, bondes. E o melhor: tudo interligado. Por isso, se você pretende conhecer os países do norte da Europa, prepare-se. Eles possuem os custos de vida mais altos dentre todos os outros da Europa. Se você for a um bom pub e pagar 35 reais numa cerveja, fique feliz, rs.

Outro a coisa a se atentar é que somente a Finlândia é adepta ao euro como moeda. Logo, se você for viajar pela Escandinávia, vai precisar trocar euro pelas moedas locais. Na Dinamarca, coroa dinamarquesa (DKK); na Noruega, coroa norueguesa (NOK); na Suécia, coroa sueca (SEK); na Islândia, coroa islandesa (ÍKR). Meu conselho é levar menores quantias das coroas dos países, e deixar para trocar euros nas casas de câmbio locais. Mas, é claro, o cartão de crédito sempre salva, e é possível utilizá-lo em quase todo lugar, até mesmo em banquinhas de souvenir ou barraquinhas de comida no meio da rua.

Não se esqueça também do seguro de viagem. Todos os países escandinavos pedem que você apresente o seguro viagem para o período de estadia no local, e costumam ser bastante rigorosos quanto a isso.  Além disso, todos eles também fazem parte do acordo de Schengen. Por conta disso, se sua estadia será de até 90 dias, não existe a necessidade de visto para entrar nesses países (eu mesma passei mais de dois meses e entrei sem visto).

Nas minhas próximas postagens falarei sobre cada país em detalhes. Estou contando aqui sobre o meu intercâmbio de trabalho na Suécia e das viagens que fiz enquanto estava por lá. Se você ainda não leu a minha primeira postagem, é só clicar neste link: Como se virar na Escandinávia?

Seguem algumas fotos da Suécia:

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